Ultimamente, tenho tido a impressão de que ando na contramão da minha própria história. Algumas microrrevoluções internas que tenho enfrentado desde que fiz quarenta anos estão exatamente no ponto onde começaram. Não cheguei à conclusão nenhuma a respeito dos meus pequenos conflitos advindos da idade (leia-se maturidade). Talvez seja porque "me cobro" demais. Exijo de mim mesma decisões impetuosas acerca de tudo, como se eu tivesse que saber, milimetricamente, quais são os meus prospectos futuros e o que devo evitar. A controvérsia disso é que tenho hoje mais perguntas do que respostas, o oposto de uns dez ou quinze anos atrás em que eu ainda visualizava a vida com olhos metafóricos.Engraçado, as mulheres evoluíram tanto, revolucionaram conceitos, exigiram respeito, mas a verdade é que a carga de atributos destinados a elas só aumentou, ainda que a retórica seja outra. É claro que não estou generalizando, falando das mocinhas de vinte anos, que não pertencem à geração que herdou a pseudo-independência feminina. Talvez, a esta hora, o maior conflito de uma jovem dessas seja decidir se vestirá azul ou verde para a festa de mais tarde. Que delícia! Refiro-me às mulheres "com quase" ou "mais de quarenta anos", as que tiveram a oportunidade de comungar do preceito libertário que proveio dos anos setenta, que creditaram (ingenuamente) as fichas na nova postura feminina, que leram e releram as teses feministas de que é possível ser livre, linda, bem-resolvida e feliz, tudo ao mesmo tempo e talvez até nessa ordem. Acreditaram em uma força sobre-humana capaz de arrebatar toda e qualquer opinião adversa aos novos conceitos.
Por culpa desse pensamento torpe de um feminismo "equivocado" (que mais quis competir do que libertar), cá estamos nós, com a obrigatoriedade de cumprir todas as funções masculinas em nome da liberdade, sem direito a envelhecer, ter rugas ou derramar algumas lágrimas de vez em quando. Concordo com a Danusa Leão - hoje em dia, mulher que chora é repelida pelos homens. Ou será que estou enganada? A verdade é que, por conta dessa revolução, acabamos dando um tiro no próprio pé. Hoje, qual é o homem que se relaciona com uma mulher supersensível ou que não tenha uma profissão definida? Claro está, definimo-nos profissionalmente e continuamos com a herança de obrigações de outrora. Provamos ao mundo que podíamos fazer tudo o que o sexo oposto faz, com um pequeno agravante de que não nos tiraram os encargos que a nós já era predestinado, tampouco nos deram a oportunidade de errar. Perfeccionismo é o nosso segundo nome. Afinal, não quisemos nos comparar aos homens?
Experimente, hoje em dia, descontrolar-se diante de um deles para, imediatamente, ser tachada de louca ou ouvir dele que é uma mulher com problemas. Manifeste a sua opinião a respeito de um "relacionamento moderno" e perceba as expressões faciais repressoras que se formarão à sua frente, especialmente dos homens (pseudomoderninhos). Inclusive, os rótulos dados a essas mulheres modernas, você já conhece. E já que os citei, o sexo feminino é o campeão deles. Por que será? Mulheres solteiras com mais de trinta são "solteironas"; mulheres que priorizam o lar, os filhos e o marido são "Amélias"; as bem-sucedidas, que dão vez à carreira são "mal-amadas"; as separadas que se divertem à noite são "caçadoras"; as excessivamente vaidosas são "peruas"; as sedutoras são "piranhas".
Nesse campo quadrado e limitado fazemos parte de um time, ainda que algumas sejam mais reclusas e débeis, e outras mais "masculinizadas" e temperamentais. Exigimos de nós mesmas um vigor exacerbado, um heroísmo confuso, incompatível com o sexo mais emotivo. Tentamos driblar as situações desfavoráveis valendo-nos de um padrão de procedimento masculino. Enquanto isso, os homens, aí estão, sentados no sofá da sala com uma cerveja na mão. Sim, vivem confortáveis no seu mundo enquanto nos descabelamos para evidenciar que damos conta de tudo, até de nos mantermos belas depois de uma certa idade (em nome da vaidade contemporânea). Por não terem nada a provar, eles, os homens, ficam na retranca, expectadores dos fatos e, se acaso se cansarem da sua cara-metade de repente, (seja pelo motivo que for) lhe será dado um belo passa-fora, com direito à casa, à mobília, aos filhos, aos compromissos sociais e a todas as justificativas pelo fracasso no relacionamento.
Sendo obtusamente racional, eu diria que nós, mulheres com mais de trinta, abrutalhamos as nossas emoções, perdemos muito da nossa essência. É como se estivéssemos sempre na marca do gol, receosas de errar o chute e pagar pela inexatidão. Não, eu não estou jogando a toalha às conquistas femininas que tiveram a sua importância para o percurso da história, também não estou levantando uma bandeira ao retrocesso. Apenas quero deixar claro que, se tivermos ciência de que fazemos parte das consequências de fatos históricos, talvez repensemos as nossas cobranças psicológicas e paremos de tentar bancar as supermulheres - que não choram, são avessas à fragilidade e que têm direito a errar, seres humanos que somos, aprendendo e crescendo a cada capítulo que escrevemos da nossa história.
Bem, se este é "o tempo que me foi dado para viver", com todas as incongruências e encantos, preciso estar ciente de que faço parte do problema, não sou a solução. Se errei bem mais do que acertei, não colocarei a mão na consciência agora para pesar e medir o quanto sofri e o quanto fiz sofrer. Questiono o desequilíbrio que há entre as partes, não proponho uma nova mudança. Temos, sim, direitos e deveres iguais, porém não somos iguais. Talvez estejamos doando mais do que podemos e recebendo menos do que realmente precisamos (o oposto, aliás, da pregação de Marx). O gosto das conquistas ainda está acre na boca, mas tenho a impressão de que as novas gerações de mulheres poderão adocicar a realidade com posturas mais espontâneas e despreocupadas diante da vida. Que tenham mais leveza nas atitudes e menos peso na consciência. Que possam, de fato, relativizar o presente e o futuro ao seu gosto, usando azul ou verde, conforme lhes convier.























23 opinaram:
Nossa, será exagero então eu dizer que é mais fácil ser um homem?
Eu ainda tenho 24 anos e já vivo esses conflitos, diante do gol como você disse!
Beijos
Vix nem sei onde postar agora, com o novo layout.
Comentando sobre seu post, gostei é algo que vai de encontro ao que eu vivo falando no meu blog: A revoluçao feminista detonou as mulheres, principalmente as de classe mais baixa.
De fato eu no meu blog que trouxe primeiro pro Brasil traduzido o artigo que mostra que as mulheres estão mais infelizes.
Nem tudo são flores, nem tudo é espinho. Nem muito sal e nem muito açúcar. Sorrir e chorar é preciso.
E como vivemos sempre como se estivéssemos andando sobre uma corda pendurada entre dois altos edifícos, ao tentar caminhar por ela, balançamos continuamente. Queremos uma vida equilibrada, mas face a tudo o que encontramos, nossa "base" treme e ficamos muitas vezes, prontos a cair da corda e se esfaleçar lá embaixo.
Acho que na verdade, como sabemos o que por aí existe, em todas as áreas, sofremos mais do que uma pessoa que, digamos, vive apenas o imediato e seu dia a dia.
Sei, complicado tudo. Difícil. É tentar levar assim e usar sempre o bom senso. Ao menos tenatr. Acho que é nossa obrigação.
Beijos
Olá, meu amigo Blue, que bom "revê-lo" aqui no Afrodite. Seja sempre bem-vindo! Beijos!
Puxa, Luciana, voce escreveu aqui um tratato sobre a mulher e as consequências da emancipacição feminina...
E devo concordar 100% com voce. Nada do disse aqui é irreal ou está super valorizado...
A realidade é essa mesma... Sem tirar ou acrescentar nada!
Temos a obrigação sim,de sermos super-mulheres...superpoderosas...super-mães,...super-esposas...super-profissionais...super-amantes...
super-amigas... super-super...
Ai de nós, qualquer demosntração de fraqueza, de fragilidade, de medo, de incertezas... ai de nós...
Somos cobradas o tempo todo por uma postura de positividade diante da vida, sem direito a titubear com anda!
Querida, não é só voce que faz todos esses questionamentos...
Eu e muitas mulheres, tenho certeza, fazem o mesmo...
Eu chutei o balde e dei uma guinada de 180º na minha vida... Se sou feliz ou não... se acertei ou não... se fiz o certo ou o errado?
Isso é comigo... Se falhar em qualquer coisa, serei taxada de fracassada...rs
Então, minha querida, é cabeça erguida..queixo levantado e bola pra frente...
Que ninguém seja capaz de ler o meu olhar...
Parabén pelo post... Isso dá um belo artigo para qualquer revista de circulação nacional...
Beijos e não se avexe não... a gente sempre dá um jeitinho de ser feliz...rs
Com carinho,
Alice
Oi Luciana, muito obrigada pelo comentário lá no blog, e mais uma vez:Parabéns pelo ótimo texto. Lendo-o me fez lembrar de uma palestra que assisti no mês de julho no congresso da sociedade brasileira de computação. Essa palestra tratava da participação da mulher nessa área tipicamente masculina. E nela os dados levantados eram que hoje em dia havia menos mulheres nessa área do que na década de 80 e 90 quando a "revolução" começou. O que percebi nesse instante é que as pessoas estão muito preocupadas com números, índices... quantas mulheres atualmente assumem o papel do homem na família, etc. e tal. E nessa ânsia por estatísticas, eles se esqueceram que do outro lado existem mulheres com sentimentos e escolhas próprias. Tudo bem que várias estão aí lutando por igualdade com o sexo masculino em todos os sentidos, mas e se uma outra quiser ser uma mulher "à moda antiga", cujo sonho é se casar e ter filhos? Isso se torna errado? Eu acho que não... É como você disse, um tiro no próprio pé. Brigamos, lutamos, fizemos barulho, mas no fim pouca coisa mudou.
Mas não é também parte do ser humano racionalizar o que tem a volta dele e chegar a um fator melhor?
Pois se está ruim, por que não tentar conversar com o parceiro, ou familiar, sobre o que pode ser melhorado, ou que você não é apenas uma rocha, sim que vai ter os seus momentos de ser humano feminino?
E texto bem reflexivo...
Fique com Deus, menina Luciana.
Um abraço.
Cara Afrodite
Acho espantoso que V. atribua à «revolução» feminista todas as infelicidades da espécie humana feminina. É como se alguém, remontasse à Revolução francesa e dissesse que afinal as pessoas humildes até eram mais felizes no Antigo Regime. Ou que alguém quizesse culpar o regime democrático por todas as safadezas políticas a que assistimos. V. tem obrigação de ser um pouco mais lúcida. Direitos são direitos e alguns são inaliénáveis. Vem logo um camarada dizer que agora as mulheres estão mais infelizes. Mas ele sabe como elas estavam antes? Leu alguma coisa sobre história recente e não tão recente? Há algum instrumento fidedigno para medir a felicidade? Se há, ter maiores possibilidades para tomar decisões acerca do seu próprio destino não será um?
Portanto, meninas, façam-me o favor de não cuspirem naquelas que lutaram e foram grandemente incomodadas para conseguirmos o que já conseguimos. Falta ainda muito, é certo, nem tudo correu bem, é certo, a sociedade de supremacia masculina que ainda existe passa a vida a dar-nos as voltas, é certo. Mas prá frente é que é o caminho e quanto a chorar, quem é que disse que um homem não chora?!
P.S. Já agora devo lembrar que esse argumento de que as mulheres «agora» estão mais infelizes é recorrente e é sempre invocado pela reacção para convencer as mulheres que é melhor desistirem da luta.
Abraços para tod@s e desejo de que usem a cabeça para pensar, o chaéu já caiu em desuso faz tempo.
Cara Adília, não há o que argumentar além do que já disse no meu texto. Sim, somos consequência de uma revolução feminina desmedida. Isso é fato! Em nenhum momento disse que esse avanço foi ruim. Falei em consequência, apenas em consequência. Também não "cuspi naquelas que lutaram e foram grandemente incomodadas para conseguirmos o que já conseguimos"... Mais radical do que o meu ponto de vista, foi o seu comentário, desculpe. Releia-o!
Confesso a voce que sempre tive muitas dificuldades em entender coisas do tipo, feminismo, ou machismo, acho que somos seres humanos, loucos, livres, cheios de sonhos, cheios de conflitos, dramas, internos ou não, com direitos a igualdades, cheios de desigualdades, choramos, sorrimos, teimamos, corremos, paramos, sofremos, sei, muitas dessas coisas tambem são bem pessoais, cada um sofre de um determinado jeito, no meu caso por exemplo, lá pelos meus 18, ou menos, eu ficava me imaginando com 40, e sempre pensando, como seria, ou como serei, lembro como se fosse hoje pela manhã o dia em que me alistei, o dia em que fui dispensado, toda aquela algazarra, lembro de varias historias boas da minha vida, varias ruins, como perdas de pessoas queridas, lembro vagamente do amor, minha fase de escola, primeiras namoradas e ponto. Um dia conversando com alguns amigos mais velhos, cheguei a conclusão que os 40 anos doiam pra caramba, que era só chegar e tudo seria estranho, poxa, como vou me acostumar? como vou falar pras pessoas, tenho 40 anos, confesso pra voce que os 41 nao doem nada, o que me deixa tenso, chateado e infeliz são os planos que ficaram pra tras, algumas tristezas, a solidão e uma coisa que me incomoda muito, ser muito emotivo, eu choro com cena de filme que já vi...rs..rs..rs...pois é, essa baboseira toda que falei, foi pra voce ver que tanto faz ser homem ou ser mulher, sofremos igual....logico que, eu jamais saberei como é a dor do parto,,,,mas tambem voces não saberão o prazer que é trocar um pneu de um carro...rs..rs...fazer um gol, olhar um bubum de biquini fio dental...rs..rs..rs.....beijos na alma e uma linda semana pra ti....fique na paz....
CARA lUCIANA
Se as expressões que estão no seu texto e que vou enumerar fazem algum sentido, então o meu comentário, por mais que lhe custe, também faz sentido:
É você que escreve: «Tiro no pé»; «pseudo-independencia feminina» e «feminismo equivocado» ao referir-se ao movimento feminista dos anos setenta.
Só queria lembrar-lhe que o seu próprio blog com as características que apresenta provavelmente não existiria, não fosse esse «feminismo equivocado» e essa «pseudo independencia feminina». De resto, apesar de conquistas amargas que implicam entre outras coisas a dupla jornada de trabalho duvido que as mulheres quisessem desistir da sua relativa autonomia para voltarem ao lar, doce lar, que por vezes pode ser bem amargo.
De resto como diz uma comentadora, é legitimo que uma mulher opte por ficar em casa a tratar do marido e dos filhos, mas veja primeiro se tem rendimentos próprios pois caso contrário pode vir a arrepender-se quando já não for possível ou viável fazer outras opções.
CARA lUCIANA
Se as expressões que estão no seu texto e que vou enumerar fazem algum sentido, então o meu comentário, por mais que lhe custe, também faz sentido:
É você que escreve: «Tiro no pé»; «pseudo-independencia feminina» e «feminismo equivocado» ao referir-se ao movimento feminista dos anos setenta.
Só queria lembrar-lhe que o seu próprio blog com as características que apresenta provavelmente não existiria, não fosse esse «feminismo equivocado» e essa «pseudo independencia feminina». De resto, apesar de conquistas amargas que implicam entre outras coisas a dupla jornada de trabalho duvido que as mulheres quisessem desistir da sua relativa autonomia para voltarem ao lar, doce lar, que por vezes pode ser bem amargo.
De resto como diz uma comentadora, é legitimo que uma mulher opte por ficar em casa a tratar do marido e dos filhos, mas veja primeiro se tem rendimentos próprios pois caso contrário pode vir a arrepender-se quando já não for possível ou viável fazer outras opções.
Bello articulo.. la revolución femenina es necesaria que continué..
Un beso
Un abrazo
Saludos fraternos
Que tengas una semana excelente.
Olá, Adolfo, a revolução feminina é um processo e jamais parará de crescer, evoluir, amadurecer. Acredito que agora, as mulheres de hoje, já estão mais conscientes do seu papel na sociedade e do que realmente querem para si. Mais leves e menos preocupadas do que as anteriores, conseguirão encontrar um equilíbrio satisfatório nesse meio. Beijos, obrigada pela sua visita.
Oie Amiga,
Depois de ler os comentários aqui postados fico até meio receosa de colocar a minha opinão, que na verdade não tem grande relevância, diante deste lindo "tratado" sobre a dita cuja revoluçao.
Não com toda esta contextualização, ponderação e propriedade eu falei algo sobre isto lá algum tempo atrás, com o título "quero ser amélia". Claro que nunca comparado ao teor e magnífica redação da minha Pró! Mas como desabafo de uma mulher cansada de ter que matar um leão a cada segundo para sobreviver.
Everson querido, infelizmete tive que aprender a trocar pneu, claro que com uma certa dificuldade com minhas unhas compridas, pintadas de vermelho... mas tive que aprender! :)
Concordo com você Lu, este tiro no pé está doendo muito. Sou feminina, gosto de ser mulher, adoro andar de sapatos altos, gosto de ficar cheirosa, quero e amada COMO mulher, necessito de ter um homem perto para chamar de MEU, a-d-o-r-o- ser paparicada e digo mais : blah para quem levanta bandeiras contárias.
Olá, Tatinha, hahahaha, morri de rir da comparação do Everson sobre trocar pneu e ter um filho, hahahaha. É claro que a maioria das mulheres já trocou pneu e não algo muito complicado, ainda que com unhas pintadas de vermelho e salto alto. Ser Amélia é para quem quer, respeito, jamais seria uma. Porém, como você disse, matar um leão a cada segundo para sobreviver, também é muito desgastante. O meu intuito ao escrever este texto foi apenas elucidar que o preço pelas mudanças foi alto para nós. Convenhamos, não houve alívio nem compreensão do meio para que pudéssemos mostrar exatamente o que queríamos. Se hoje nos sentimos culpadas por não termos respostas a tudo é porque se espera bem mais do que estamos prontas a devolver. Beijos, querida, adorei o seu comentário! Tenha um ótimo dia!
Oi minha linda..
Equilibradíssima sua opinião. Realmente não estamos jogando a toalha e abrindo mão das nossas conquistas. Mas uma revisão se faz necessária.O "somos todos iguais" esqueceu das diferenças peculiares, aquelas que de fato nos tornam mulheres. Contraditoriamente o legado desse feminismo é na maioria das vezes uma tortura diária, de fazer com que nossas reações sejam menos femininas...
Obrigada pelo comentário lá meu blog, é desnecessário falar o quanto eu amo o seu...rsrs
bjos coloridos.
Eu estou inclinado a acreditar por experiência e estudo, que a grande mudança ocorrida é no tocante ao papel feminino, e a descentralização do papel masculino. O homem de hoje, embora pareça mais confortável com tal situação, na realidade esconde um desconforto, contudo, há homens que o exprimem e de forma machista. O desconforto do homem, ou o desconforto que acomete o homem é devido a sua figura, que tem sido devorada de tal maneira pela mulher, que tamanha redução de sua importância e de sua figura – o leva a ver-se em crise. A que papel serve o homem hoje? Se a mulher hoje faz tudo a que um hoje um dia foi destinado; a mulher segundo estudos científicos nem para conceber um filho, precisa do homem e de seu material genético. A mulher trabalha, cuida do filho, sustenta a casa, mata a barata, dirige, mexe em todos os meios de tecnologia, faz faculdade, pratica esportes, faz serviço pesado. Concordo contigo – temos direitos iguais, mas não somos iguais, e pregar que o somos é retirar a importância que há na diferença. Questiono contigo o peso de tais balanças. Houve um tempo no qual o homem amordaçou a mulher em seu silencio, porém, após a liberdade – temos ambos permanecidos em estado de guerra; homens tentam retomar um posto, cuja existência ruiu diante sua vista, enquanto a mulher, tenta incansavelmente construir sua própria muralha, e desta forma vivemos separados pelo desejo da semelhança. Talvez, quando aceitarmos as diferenças, encontraremos o equilibrio.
Abraço.
Vinícius,
Eis diante de você agora, uma mulher que conheçe todas as diferenças e aceita a condição de fêmea da raça humana. Com todo respeito que lhe é de direito, claro. Concordo com suas palavras equilibradas que certamente é de um homem que também sente na pele o que esta "tal" igualdade ocasionou. Nem tanto o céu, nem tanto ao mar. Um equilíbrio há que se manter.
A mulher já provou que é capaz de tudo. Pronto. Já chega! Para que essa guerra entre dois seres que se completam???
Ah... eu nunca matei barata... uiiiiiii!!! Só de pensar já subo na cadeira!!
Lu, eu também estou "na boa" hoje, mas louca para achar um tronco para me amarrar. Lê-lê... Lê-lê!!
hehehe Mesmo nas adversidades, meu humor continua ácido!
Você resumiu bem a situação quando disse que a famosa revolução feminista, popularizada por Betty Friedan, entre outras, a partir dos anos 60, e não 70, acabou num "competir, e não libertar".
Eu era um fervoroso defensor do feminismo, mas, quando vi no que a revolução feminista se transformou, vi que a mulher apenas trocou, ou quis trocar, de lugar com o homem, aqui no Ocidente. Porque, no Oriente, nada mudou.
E o mundo continuou o mesmo.
Bjooooooooooo!!!!!!!!!!!
Acho que vc lê meus pensamentos e os transforma em palavras... quando eu crescer quero escrever igual a você!
"Experimente, hoje em dia, descontrolar-se diante de um deles para, imediatamente, ser tachada de louca ou ouvir dele que é uma mulher com problemas. " Pior ainda, já ouvi isso dele e de amigas!!! Mulheres machistas.
Beijos
Cara Afrodite
Você atentou bem no comentário do Bill Falcão?!
Muito estranho que não lhe tenha respondido à letra, a menos que afinal voce concorde com ele!
O camarada até confunde a feminista liberal Betty Frieden, bastante moderada até, com o feminismo radical em que parece voce estaria a pensar quando escreveu o seu texto.
E para ele, o feminismo já dançou, seja liberal, radical ou outro, o que é que acha disso, gostaria de saber se não lhe desse muito incómodo.
Claro que o Bill está completamente equivocado e as coisas até mudaram no Ocidente, de facto no Oriente, culturas que ele se calhar adora, tudo continua ... pior que nunca: a ablacçao genital feminia continua imparável, as meninas que vão à escola são regadas com acido pelos taliban, há violaçoes grupais para ensinarem as mulheres a respeitarem as tradições e os bons costume, enfim, como o Bill gosta de dizer o feminismo não é preciso para nada...
Já me perguntei se estou no caminho certo, se não estou sendo dura comigo mesma por querer ser tão independente. Olho para trás e não me arrependo de lutar pelos meus objetivos. Adorei o texto, às penso como tu também, mas prefiro ser assim, a mulher dos novos tempos. Claro que tudo tem seu preço, mas vale a pena.
Beijos, Lu.
PS: Tá inspirada, héin? Cheguei aqui e tem 3 textos novos!
Postar um comentário