Pareceu-me mais do que justo terminar a série sobre beijos transportando a imagem do post de ontem "Beijos Inesquecíveis" para cá a fim de explicar a história que há por trás dessa foto. Sei que a maioria das pessoas deve conhecer o fato: o famoso beijo da Times Square, flagrado pelo fotógrafo naturalizado americano, Alfred Eisenstaedt. Porém, enredos como este, sempre merecem ser lembrados. O dia era 15 de Agosto. O ano, 1945. Motivo da euforia: o Japão declarara a sua rendição; era o fim da Segunda Guerra Mundial. Sentimentos de alegria e esperança fundiam-se nas ruas. Um marinheiro na Times Square resolveu comemorar o fato beijando todas as moças que encontrava pela frente. Resultado: entrou para a história, eternizou-se pela emoção causada às pessoas, tornou-se um símbolo atemporal.
"Em Time Square, no Dia da Vitória, eu vi um marinheiro que vinha agarrando todas as moças que encontrava. Eu saí correndo junto a ele com minha Leica, olhando para trás por cima de meu ombro. Então, de repente, numa mínima fração de tempo, vi alguma coisa branca sendo agarrada. Girei em torno e cliquei o momento em que o marinheiro beijava a enfermeira. Tirei exatamente quatro fotos. Foram conseguidas em poucos segundos" – Alfred Eisenstaedt
"Em Time Square, no Dia da Vitória, eu vi um marinheiro que vinha agarrando todas as moças que encontrava. Eu saí correndo junto a ele com minha Leica, olhando para trás por cima de meu ombro. Então, de repente, numa mínima fração de tempo, vi alguma coisa branca sendo agarrada. Girei em torno e cliquei o momento em que o marinheiro beijava a enfermeira. Tirei exatamente quatro fotos. Foram conseguidas em poucos segundos" – Alfred Eisenstaedt
Somente em 1982, com 62 anos, a enfermeira Edith Shain, revelou-se ao mundo através de uma carta ao fotógrafo Eisenstaedt. Ela justificou o anonimato dizendo que a foto poderia comprometê-la moralmente. Porém, como os tempos eram outros, deu ao mundo a chance de conhecer a personagem que, junto ao marinheiro, imortalizou um momento.
Sequencialmente, a Revista Life publicou a história e solicitou a aparição do marinheiro. Como surgiram onze candidatos, não foi possível descobrir qual deles falava a verdade. Somente há pouco tempo, um teste de biometria realizado por Lois Gibson, um especialista forense, revelou que o marinheiro da foto era Glenn McDuffie. Este, aliás, sempre afirmou ser o autor da façanha e temia morrer antes de ter a sua identidade confirmada.
Sobre o beijo, Edith Shain disse: "O Sol nasce, o Sol põe-se. Não muda nada. Nem foi grande coisa. Afinal, meninas bonitas recebem sempre mais do que um único beijo, não é? Foi um bom beijo, longo. Fechei os olhos e não resisti. Às vezes penso que se não estivesse acompanhada com uma amiga talvez tivesse ficado ali".
Contrariando muitos pensamentos e afirmações, ela não era a namorada do marinheiro que havia chegado da guerra. Eles sequer trocaram uma palavra. Após o beijo, seguiram suas vidas sem se darem conta de que "escreveram" ali, naquele instante, um lindo conto romântico. Páginas e páginas já foram publicadas sobre esse flagrante no decorrer dos anos, porém, o beijo roubado (ou trocado) só foi sentido por ambos.





















10 opinaram:
Um beijo que entrou para o imaginário popular...
Fique com Deus, menina Luciana P.
Um abraço.
Mas que lindo. Olhando a foto pensei que ele retornou para sua amada...Mas é lindo do mesmo jeito!
Alegria e euforia expressas no beijo!
hummmmm!
Beijos!
Carol Sakurá
La entrega con la alegría.
Siempre es un gusto pasar por tu blog..
Un beso
Un abrazo
Saludos fraternos...
Para mim, os beijos roubados são os melhores. Fico imaginando ser arrebatada de costas na "pia da cozinha" com aqueles beijos de cinema onde fica difícil resistir!
Ah.. eu e meus "filminhos" elaborados na mente!!
Falando sobre o post, muito esclacededor deusa Afrodite! :)
Saudades docê menina!
Beijão!
Hoje eu que vou brincar com a Tatinha, até concordo contigo, um beijo roubado é gostoso, e até parece que tem sabor de coca cola de tão bom, e no caso da pia da cozinha e pelas costas, primeiro o beijo seria no pescoço pra causar arrepios por toda a "cozinha", agora vamos aos fatos, se estivesse eu passando pelo tal lugar, com uma namorada por exemplo, e o dito marinheiro viesse e subtamente a pegasse pra um beijo comemorativo da segunda guerra, pode acreditar, começaria a terceira pra ele....rs..rs..rs....beijos querida, um lindo dia pra voce, muito carinho pra ti....e fico imaginando que delicia deve estar seu sorriso com a aproximação das ferias...mar, sol, poesia e amor...
Oi Lu!
A foto clássica, linda!
A historia também é muito boa, foram felizes por segundos, para sempre...
Será que o beijo teria resistido a um longo relacionamento, talvez não, mas a fotografia tem essa coisa de eternizer o momento, congelar o tempo, e ali, naquela foto, eles serão felizes para sempre!
Beijo!
Ta aí um beijo que mudou a vida!
Beijos
Ta aí um beijo que mudou a vida!
Beijos
Eu já tinha visto esta foto e conhecia uma parte da história dela, Lu, mas, agora, sabendo desses detalhes todos, dos depoimentos do fotógrafo, da enfermeira e tudo o mais, senti ainda mais emoção. É mesmo um momento histórico da humanidade, muito bonito e comovente.
Bjoooooooo!!!!!!!!!!!
Postar um comentário